12 maus hábitos que são bons para a saúde

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Fugir da preguiça, do vinho e do chocolate, evitar o stresse e os palavrões? Afinal, parece que o mundo não é assim tão simples. E que bom.

1- BEBER CAFÉ…

O café está a perder rapidamente a fama de mau da fita, à medida que cada vez mais estudos provam os seus benefícios energéticos, antidepressivos e antidiabetes, só para mencionar alguns. Claro que, como em tudo, isto não é desculpa para passar o dia de bica na mão: quatro chávenas são o suficiente. Já agora, fique a saber que as profissões que mais café bebem são os cientistas, os relações públicas, os administradores e os jornalistas.

2 – … E VINHO. E CERVEJA.

Segundo o Dr. Oz, o vinho tinto combate a inflamação das artérias, reduz o colesterol e pode até ser um poderoso antir-rugas, graças aos polifenóis que protegem a pele. O mesmo efeito anticolesterol tem a cerveja. Claro que isto não significa que, se uma cerveja é boa, três é melhor. As mulheres têm uma capacidade reduzida para metabolizar o álcool, e se entrar em overdose o fígado vai-se ressentir e inflamar. O excesso de álcool está também ligado a vários tipos de cancro e doenças coronárias. Por isso, um copo de vinho ou uma cerveja por dia são o limite. Curiosidade: o álcool em si não tem nada a ver com os benefícios do vinho e da cerveja, por isso pode preferir a versão ‘light’.

3 – FAZER A SESTA

Se ao dizer que vai para a cama cedo já passa aquela imagem de que não tem nada de interessante para fazer na vida, a sesta então é um dos pecados da lógica capitalista que nos manda rentabilizar todos os minutos, incluindo aqueles em que estamos a dormir. Até em Espanha já baniram a siesta… Mas a ideia de que o tempo passado a dormir é ‘desperdiçado’ é cada vez mais retrógrada, pelo menos do ponto de vista científico: dormir bem ajuda-nos a viver melhor, aumenta a capacidade de memorização, reduz o stresse e até nos torna mais magras.

Verdade, é pouco provável que o seu chefe ache lindamente que vá dormir para casa depois do almoço ou que estenda o colchão e o saco de água quente para passar pelas brasas, mas pelo menos tente não ficar acordada a ver o filme da meia-noite.

4 – APANHAR SOL

Habituámo-nos a não pôr o pé na areia sem o nosso protetor solar, o que é inteligente: no verão, andamos mais ao sol durante um dia do que as nossas avós a vida toda (enfim, as avós que não eram agricultoras). Problema: o filtro solar também filtra a absorção de vitamina D, que ajuda a fixar o cálcio e é uma boa aliada na luta contra gripes e constipações. No inverno, aproveite os dias de sol para apanhar dez minutos de luz sem filtro e aumentar a sua dose de vitamina D. Leve o cão a passear (ou o filho, ou a avó) e apanhe sol sem culpa.

5 – PREGUIÇAR

Os médicos mandam-nos ir ao ginásio, os filhos querem jogar à bola e até o cão quer passear. O chefe exige o relatório para ontem, o supermercado está aberto até às 11 por nossa causa e a casa precisa de uma limpeza. O culto da produtividade incessante ainda reina, mas cada vez mais gente já descobriu as maravilhas do pijama: real ou metafórico. Os workaholics disfarçados argumentam que, se passar o sábado a vegetar em casa, vai provavelmente ter tempo para descobrir a resposta a muitos problemas laborais. Os preguiçosos a sério afirmam que a preguiça é uma arte que vale por si: que desligar o cérebro, recostar-se no sofá e tirar os arreios aos neurónios é o que há de melhor para a saúde mental e física de qualquer pessoa. Até há os extremistas. Um grupo de investigadores da Universidade de Purdue conseguiu trabalhar o suficiente para provar que, afinal, é mais saudável… não fazer nada. E concluíram logicamente: “Ninguém se magoa enquanto dorme, e fica-se rejuvenescido. Até andar pode danificar as cartilagens.” Os médicos indignaram- -se com estas ‘conclusões’, mas ainda se esperam cenas dos próximos capítulos…

6 – COMER CHOCOLATE

Há uma razão pela qual recorremos ao chocolate quando a vida é amarga, e não é só por causa do açúcar. O chocolate aumenta a serotonina, a ‘hormona da felicidade’, e também tem polifenóis (lembra-se do vinho?), que ajudam a proteger o coração. Curiosamente, os estudos mostram que o chocolate tem a mesma ação que a marijuana (enfim, em doses muito menores). estima-se que cada pessoa consumirá em média 10 mil barras de chocolate na vida. Mas, antes de se atirar à barra n.º 5000, há um senão (há sempre): estes benefícios acontecem quando se come um quadradinho de chocolate preto por dia. Pouco, mas melhor que nada.

7 – MASCAR PASTILHA ELÁSTICA

Parece um símbolo dos nossos tempos, mas já na Pré-História os pré-históricos mascavam bocados de resina (enfim, não saberiam a morango). Hoje em dia, a pastilha elástica pode não ser muito bem vista socialmente e dar-nos um certo ar de quem não progrediu na vida para além dos 12 anos, mas uma vez por outra pode ser uma boa ajuda, principalmente quando se acorda em dia não. Investigadores da Universidade de Coventry descobriram que mascar pastilhas de hortelã-pimenta pode reduzir a sensação de cansaço, e outros estudos dizem mesmo que pode aumentar a capacidade de concentração. Há quem diga que este efeito se deve a qualquer tipo de mastigação, que aumenta ligeiramente a atividade cerebral, e não à pastilha em si. Desvantagem das pastilhas: obrigam-nos a segregar sucos gástricos que, não tendo o que digerir, vão atacar as paredes do estômago. Conclusão: se gosta de pastilhas, coma uma ou duas. Se nem por isso, não se preocupe que a sua memória não vai ressentir-se por tão pouco.

8 – LER PORCARIAS

Lembra-se do ‘John Chauffeur Russo’? Ok, se não se lembra também não é grave. Hoje continua a haver uma data de livros que não exigem muito dos nossos neurónios mas que nos fazem ter aquela sensação reconfortante de estar noutro mundo muito longe da Troika, dos ministros e dos cortes orçamentais. “Todos os livros têm qualquer coisa a ensinar-nos”, escreveu Stephen King em ‘On Writing: A Memoir of the Craft’, “e muitas vezes os livros maus ensinam-nos mais do que os livros bons”. Enfim, lições à parte, escolha um livro – bom ou mau – que a arranque da realidade – boa ou má – e deixe-se levar pela imaginação.

Em Portugal, José Rodrigues dos Santos é o autor que mais livros vendeu entre 2007 e 2011, segundo um estudo de mercado elaborado pela GFK. Miguel Sousa Tavares, Saramago e Gonçalo Amaral estão entre os dez primeiros, numa lista liderada por Rhonda Byrne (a autora d’ ‘O Segredo’). 2012 foi dominado pelas ‘50 Sombras de Grey’.

9 – ANDAR EM STRESSE

Toda a gente tem remédios para combater o stresse – apanhar sol, olhar para os passarinhos e ouvir música de cascatas são os mais votados – mas o stresse pode ser mais do que um inimigo a combater. Segundo um estudo da Universidade de Buffalo, o stresse pode tornar-nos mais alerta, fortalecer o sistema imunológico e ajudar-nos a escolher as melhores opções. Claro que isto acontece quando estamos aos comandos da nave espacial. Se deixar que o stresse tome conta de si, arrisca–se a embater no próximo asteroide, e vai ser mais um cliente do Prozac.

10 – PERDER TEMPO NO FACEBOOK

“Olá Catarina: Zebedeu José quer ser seu amigo. Olá Catarina: Zé João adicionou-a aos seus contactos. Olá Catarina: Luísa Amélia quer jogar CityVille.” Entre os cãezinhos para adotar, a conversa com 30 amigos, e dez ‘postas’ no nosso ‘quintal’, uma voltinha pelo Facebook transforma-se facilmente numa peregrinação de dias. Mas, segundo um estudo da Universidade de Milão, o Facebook pode funcionar como um poderoso antidepressivo: os ‘navegadores’ sentem-se menos stressados assim que encontram os amigos internéticos: que podem ser virtuais mas continuam a fazer mais pelo nosso dia do que muitos amigos ‘reais’…

11 – DIZER PALAVRÕES

Se calhar não é uma grande ferramenta para usar constantemente, pelo menos se preza a sua progressão profissional… Mas ainda não se inventou nada melhor para situações em que se martela o dedo em vez do prego ou se esturra a mão em vez do frango. Um estudo da Universidade de Keel provou o que toda a gente já sabe: que dizer palavrões traz consolo a curto prazo. Também faz notar outra coisa que nem toda a gente descobriu: que os palavrões devem ser reservados para ocasiões de verdadeira aflição, porque senão perdem o seu efeito ‘curativo’.

12 – FOFOCAR

Falar do alheio sempre foi malvisto. Também sempre foi coisa que toda a gente fez. A maioria de nós não resiste a comentar o namoro do Miguel e da Maria ou a criticar a vidinha dos outros. Vantagem: fofocar é uma forma de nos ligarmos aos outros, de fortalecer o espírito de comunidade, de relaxar e de deixar sair o vapor, evitando medidas mais drásticas (principalmente se o Miguel nos deixou pela Maria). Além disso, “há bisbilhotice má, mas esquecemo-nos de que também há bisbilhotice boa”, defende o psicólogo Robb Willer, coautor de um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology. “Muita bisbilhotice surge da preocupação com os outros, e tem efeitos sociais positivos.”

Fonte : Activa

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