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Angola não autorizou Acordo Ortográfico “a nenhum nível governamental”

Segundo o site lusofonia News. O Acordo Ortográfico não foi “autorizado a nenhum nível governamental” em Angola. Para o país, “o Acordo tem lacunas e é necessário retificá-las antes da implementação”.

O Acordo Ortográfico não foi “autorizado a nenhum nível governamental” em Angola, mas Marisa Guião de Mendonça, diretora-executiva do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), assinala que o país ” está muito cooperante na criação do Vocabulário Ortográfico Comum”.

Em entrevista à agência Lusa, Marisa Mendonça afirmou que “o Acordo não foi ainda autorizado a nenhum nível governamental pelo Estado angolano”, o que se deverá ao facto de “Angola estar a pedir uma retificação do Acordo”, ou seja, a inclusão de alterações.

Para Angola, “o Acordo tem lacunas e é necessário retificá-las antes da implementação”, sendo que as mesmas estão relacionadas com a incorporação, no vocabulário, “daquilo que são empréstimos das línguas nacionais”, isto é, termos que fazem parte de outras línguas faladas no território.

Segundo a responsável do IILP, “as autoridades angolanas e a própria Comissão Nacional de Angola no IILP” – que tem representações nacionais de todos os estados-membros da CPLP – estão “a fazer o trabalho a nível nacional, no seu próprio contexto, para ver como poderão orientar da melhor forma o processo e chegar a um bom porto”.Independentemente da não aprovação do Acordo pelo governo, Marisa Mendonça sublinhou que “Angola está muito cooperante na criação do Vocabulário Ortográfico Comum”, uma agregação de todos os vocabulários nacionais dos países aderentes ao Acordo.

“Angola foi, aliás, o país que mais apoiou financeiramente a criação da plataforma digital do Vocabulário, pelo que o país não está distanciado do Acordo Ortográfico, está apenas num estágio diferente”, afiançou a diretora-executiva do IILP.

O Português é a língua oficial em Angola, mas o país conta com seis línguas africanas reconhecidas como nacionais, algumas das quais acabaram por incorporar palavras e conceitos portugueses, como consequência da longa presença colonial lusa no território.


Fonte: Lusofonia News

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