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Autoridades angolanas preocupadas com consumo directo de folha do tabaco

As autoridades angolanas estão preocupadas com a inalação de folhas de tabaco pelas famílias, incluindo menores, apesar de o índice de consumo de cigarros no país até ser reduzido, com uma taxa de prevalência de 17,3 por cento.

A situação foi hoje exposta durante um seminário sobre o Plano Estratégico do Controlo do Tabaco em Angola, realizado pelo Instituto Nacional de Luta Anti-Droga (INALUD), afecto aos ministérios da Justiça e Direitos Humanos e ao da Saúde.

O país não possui atualmente uma indústria manufatora de tabaco, referiu Filomena Wilson, do Ministério da Saúde, durante a apresentação do Plano Estratégico do Controlo do Tabaco em Angola.

A comercialização do tabaco em Angola é detida pela multinacional Britsh American Tobacco. Entretanto, segundo Filomena Wilson, alguns indícios apontam para o incentivo da produção do tabaco em algumas províncias do país.

Filomena Wilson referiu ainda que Angola é considerada atualmente como um centro de contrabando de cigarros na sub-região e uma rota de trânsito para produtos do tabaco de contrabando da China e República Democrática do Congo.

Para uma melhor perceção do uso do tabaco em Angola, realizou-se em 2010, na província do Huambo, planalto central de Angola, um estudo onde se verificou que o consumo até 20,3% era feito por estudantes, com idades entre 13 e 15 anos, no seio da família.

O tabaco por inalação e por cachimbo são as formas de consumo deste produto em Angola.

“Angola consome muito tabaco. Temos outro problema: não é só o consumo de cigarros popularmente conhecidos, mas as famílias angolanas fumam nas suas casas com os seus filhos”, disse Filomena Wilson.

O plano conclui que é pertinente a existência de uma política de controlo do tabaco em Angola, que tem como desafios nesse capítulo a elaboração de estudos nacionais sobre a situação e de estatísticas sobre o impacto na saúde humana.

Como medidas de controlo, o Governo angolano está a analisar a criação de um Centro de Controlo de Tabaco em Angola, que deverá fornecer informação fiável das tendências da prevalência do consumo do tabaco através de estudos.

Esses estudos deverão cingir-se a pesquisas sobre ao uso do tabaco entre rapazes e raparigas, entre professores, profissionais de saúde, fumo passivo, promoção do tabaco, imposto sobre o tabaco, proibição de fumar, prevenção nas escolas e formação e aconselhamento.

Angola tem uma lei de controlo do uso do tabaco em locais públicos, mas Filomena Wilson defendeu hoje a necessidade da aplicação de medidas de fiscalização.

A actividade do INALUD insere-se nas comemorações do dia mundial de Luta contra o Tabaco, que se assinala no sábado.

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