O mérito deve ser valorizado e é o único critério a seguir na atribuição  de bolsas, no recrutamento de recursos humanos e nas promoções na  administração pública ou na iniciativa privada.

A “meritocracia” deve ser um elemento basilar do regime democrático. Há angolanos que se têm destacado em diferentes áreas de actividade, ajudando o país a crescer. A esses deve ser prestado o devido reconhecimento.
Desde o fim da guerra já se fizeram obras notáveis, de que nos orgulhamos, e para cuja edificação contribuíram milhões de angolanos, homens e mulheres. Os resultados positivos da reconstrução nacional devem-se aos esforços de todos os que deram o seu melhor nas tarefas em que se empenharam. Há os que fazem muito porque sabem fazer e os que fazem muito porque dão tudo o que têm a dar, mesmo sabendo pouco.
Os angolanos que se esforçam até aos limites, mesmo quando não têm uma formação adequada, também são excepcionais e merecem o reconhecimento da sociedade. As autoridades competentes têm criado as condições necessárias para que o país tenha quadros com elevadas competências profissionais. Mas esse objectivo demora tempo a alcançar. A aprendizagem nas escolas tem muitas etapas e cada uma, vários anos de estudo e dedicação.
As escolas de nível médio e superior estão dotadas das ferramentas de que os alunos necessitam para adquirir as qualificações necessárias. Para um ensino de excelência só faltam bons mestres e contratá-los não é tão fácil como construir edifícios ou adquirir equipamentos modernos. Os recursos humanos qualificados na área do ensino técnico e superior são raros, por isso é preciso contratá-los no exterior.
Neste esforço de aumentar o número de estabelecimentos de ensino médio e superior, vão surgindo talentos que as autoridades fazem questão de acarinhar, dando-lhes a possibilidade de aumentarem os seus conhecimentos. O investimento em recursos humanos com qualidades acima da média tem um retorno que resulta em grandes ganhos para o país.
As entidades ligadas à educação devem acompanhar o que se passa nas nossas escolas, para promoverem o aumento de capacidades entre a comunidade estudantil, premiando os melhores alunos, sob a forma de bolsas de estudo internas e externas.
Assegurar a atribuição anual de bolsas aos melhores alunos é uma forma de valorizar aqueles que se esforçam para obter o máximo de conhecimentos. Atribuir bolsas é incentivar o estudo, a investigação, a capacidade de inovação. A atribuição de bolsas de estudo pelo Ministério do Ensino Superior promove a concorrência salutar entre os alunos. Mas essa não é uma responsabilidade apenas do Ministério do Ensino Superior.
As empresas também são chamadas a apostar nos talentos que saem dos cursos médios e superiores, por via da atribuição de bolsas de estudo. As empresas privadas são as grandes criadoras de postos de trabalho, por isso não devem perder de vista o facto de as universidades e as escolas médias estarem a formar quadros que podem ser necessários à actividade que desenvolvem. Temos de ter empresas rentáveis, privadas ou públicas. Mas a rentabilidade de uma empresa resulta em grande parte da qualidade do capital humano que emprega. E é nesse capital humano que o Ministério do Ensino Superior faz bem em investir, reconhecendo mérito a quem o tem e premiando, com bolsas de estudo, os que realmente merecem.
Temos certamente talentos nas escolas das 18 províncias e esta política de promoção do mérito tem impacto positivo na comunidade académica e na sociedade. Também é necessário prestar atenção ao empreendedorismo, onde já se destacam muitos jovens que apresentam projectos que podem futuramente ser transformados em grandes actividades produtivas. É necessário dar aos jovens empreendedores oportunidades para continuarem os seus estudos, permitindo-lhes que frequentem cursos ligados às suas áreas de actividade.
Muitos empreendedores têm o mérito de realizar projectos interessantes e exequíveis, mas faltam-lhes recursos para financiar estudos que permitam aumentar os seus conhecimentos. Uma actividade empresarial precisa de ser desenvolvida ao longo de muitos anos, de uma forma sustentável. Para isso é preciso saber, estudar, inovar. Ninguém gosta de ter projectos efémeros. A sociedade precisa de cada vez mais empresas com elevado nível de rentabilidade e isso exige qualificação dos recursos humanos.
Por isso é preciso conhecer bem os nossos talentos nas escolas e os empreendedores em todo o país, dando-lhes incentivos para que, por via do conhecimento, venham a ser bons técnicos e bons empresários, no interesse de toda a sociedade. Os melhores precisam de bolsas de estudo e outros apoios. Este é um caminho seguro para o crescimento sustentável e a diversificação da economia. Quantas mais empresas de sucesso, mais postos de trabalho são criados e mais riqueza temos para distribuir.

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