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Britânico com sintomas do ébola morre na Macedónia

Diagnóstico oficial só após um laboratório alemão completar as análises. Um hotel foi posto de quarentena na capital Skopje

A Macedónia está em alerta. Um cidadão britânico morreu esta quinta-feira com sintomas do ébola, mas a confirmação oficial depende do resultado de análises complementares solicitadas a um laboratório na Alemanha.

Se se confirmar o diagnóstico, é a primeira morte por contágio na Europa e o segundo caso de infeção ocorrida fora de África neste continente, depois do anúncio há três dias do contágio de uma auxiliar de enfermagem num hospital de Madrid. Não é animadora a situação em que se encontra Teresa Romero Ram, que tratou um missonário num hospital na capital e que acabaria por sucumbir ao vírus a 25 de setembro passado. O estado de saúde desta profissional de saúde agravou-se de manhã. De referir ainda oito casos suspeitos em observação numa unidade hospitalar também em Madrid.

O cidadão britânico chegou à Macedónia a 2 de Outubro, numa alegada viagem de negócios, proveniente do Reino Unido. Foi hospitalizado na tarde desta quinta-feira e viria a falecer horas mais tarde.

Encontrava-se hospedado num hotel na capital Skopje, entretanto isolado pelas autoridades. No seu interior, de quarentena, está outro britânico e funcionários. 

Viagem a África?
Jovanka Kostovska, porta-voz da comissão ministerial de doenças infetocontagiosas, revelou aos jornalistas que o homem tinha um quadro de febre, vómitos e hemorragia interna, tendo-se verificado uma rápida deterioração do seu estado de saúde. “Estes são todos sintomas do ébola, o que levanta suspeitas sobre este paciente”, sublinhou Kostovska, confirmando o envio de amostras de sangue para um laboratório alemão a fim de atestar-se a causa desta morte. 

Não é claro se o cidadão britânico esteve ou não recentemente na África Ocidental. “Inicialmente, tivemos a informação de que esteve na Nigéria, mas um amigo disse-nos que não foi a lado nenhum”, referiu ainda a mesma responsável.

O ministério britânico dos Negócios Estrangeiros já fez saber que vai investigar o caso, escusando-se, todavia, a revelar a identidade da vítima. Sabe-se apenas o ano do seu nascimento – 1956.

O mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde indica quase 4000 mortos e oito mil infetados. Os países mais atingidos pela surto da epidemia  em África, desde março, são a Libéria, Guiné Conacri e Serra Leoa.


Fonte: expresso

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