A corrida estava prestes a começar. Os candidatos estavam todos preparados. Motivação, vontade de vencer eram sentimentos que se misturavam e tornavam todos imbatíveis! O premio? O maior de todos. Não havia, não há nada maior do que aquilo pelo que todos e cada um lutava. O homem considera-o direito fundamental. Deus o considera uma dádiva.

Estava tudo apostos. Todos em posição. Os candidatos eram fortes, fortíssimos. Musculados, bem preparados. Todos tinham se preparado durante a existência toda para aquele momento. Para aquela corrida, para aquele evento. Quase todos já tinham corrido e perdido, quase todos estavam a repetir a corrida. Mas ao contrario do homem, para estes seres, a fé se renovava e ficava mais forte a cada derrota.

Havia um que destacava-se dos outros. Não era o mais forte, pelo contrário, era o mais jovem, era o que menos se tinha preparado, era o que menos conhecia sobre a corrida e trajecto que se predispunha a fazer. Era o mais franzino, o mais fraco dentre todos os concorrentes. Ninguém acreditava nele. Era normal não acreditarem nele. Tão insignificante, que ao falarem o nome dos concorrentes, quase sempre esqueciam dele. Ninguém dava a mínima para ele. Mas ele não se deixou abater. Continuou na sua decisão de correr. Apesar de não poucas vezes ter ouvido os mais experientes a aconselharem a se preparar mais. A não correr com aqueles que tinha 500 vezes mais experiência e hipóteses que ele.

Apesar de nunca ter duvidado das suas capacidades, chegou a ponderar a possibilidade de não correr. Mas ele era teimoso e nada tinha a perder. A teimosia não lhe permitiu desistir. Obrigou-o a correr. Ainda que apenas pelo experimento.

A corrida começou. Assim que arrancou, em último lugar, ouviu pessoas a dizerem que o melhor era ele desistir. Que apenas se causaria frustração mas ele não deu ouvidos. Continuou a correr.

Ao fim da primeira volta, a entrada da segunda e última volta, nosso amigo estava no lugar da frustração, na última posição. Ao cruzar a meta dois minutos após o resto do grupo, ouviu insultos. Encorajaram-no a desistir.

Começou a sentir o peso da derrota. Começou a sentir-se frustrado. Enquanto corria, perguntava para si mesmo o porque que não ouviu os conselhos dos outros. Das várias pessoas que o aconselhavam. Estava derrotado. Nem mesmo ele que nunca tinha deixado de acreditar, acreditava mais. Mas continuou a correr.

Pelo caminho encontrou dois concorrentes que apesar da vontade, tinham que desistir. Foram assolados por câimbras. Ficou de feliz por já não ser o último, mas como já tinha mesmo perdido, parou para ajudar, e ajudou. Enquanto puxava o último para fora da pista, foi surpreendido com ele dizendo que o considerava campeão. Por ter acreditado nele mesmo, apesar de mais ninguém acreditar. Por ter persistido quando tudo dizia não.

Nosso amigo ia voltar a corrida, quando por último o concorrente que ajudara o aconselhou a seguir pelo caminho que ninguém seguia por considerar perigoso. Disse que só não seguiam aquele caminho porque era traiçoeiro para o restante dos concorrentes. Já eram mais velhos, podiam facilmente apanhar câimbras. Já que era cheio de sobressaltos. Mas garantiu que era o mais rápido. E que se ele desse tudo que tinha, chegaria na meta numa boa classificação… Acatou o conselho. Foi pelo tal caminho. Deu tudo que tinha e podia. Apesar dos muitos buracos, sentiu que chegou a meta num bom tempo. Mas ao chegar a meta não viu qualquer concorrente. Os que assistiam não aplaudiram a sua chegada. A alegria de ter chegado a meta, logo morreu pelo desagrado do último lugar dos que ainda corriam. Mesmo assim, conteve o choro. Não queria e não mostrou fragilidade.

Cansado, cortou a meta e logo o colocaram o colar e deram uma taca. Pensou que era apenas uma taça de participação. Mas alguns segundos depois, viu um enorme grupo a vir rumo a meta. Era o resto do grupo de corredores. Ficou confuso. Então olhou bem para a taça que tinha recebido e notou que era a de campeão. Tinha vencido. Não acreditava! Agora sim, não controlou o choro. A alegria da vitoria se misturava com a felicidade de ter acreditado quando ninguém mais acreditou.

Percebeu então, que não aplaudiram a sua chegada porque todos tiveram medo e vergonha de acreditar que tinham errado na aposta.

Nosso amigo, agora campeão, recebeu o premio. A dádiva aos olhos de Deus e direito fundamental para o homem. O nome do premio? Vida!

O nome do nosso amigo campeão? Você melhor que ninguém sabe o nome dele. Ele é você!

Você venceu quando ninguém te dava hipóteses. Quando não tinhas hipóteses. Você acreditou quando ninguém acreditava. Você é um campeão. Nasceste para vencer. Desde quando eras apenas o nosso amigo (espermatozóide) cuja historia acima contamos. Lutando contra os mais fortes para ter o misero direito de após 9 meses conhecer o mundo. A vida.

 

Desta feita baseada no livro Você pode curar a sua vida de Agusto Cury, a BweVip faz um convite a crença na vida e nas suas capacidades. Você é um campeão!

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.