Caso 900 milhões de dólares: Manuel Vicente presta declarações
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Caso 900 milhões de dólares: Manuel Vicente presta declarações

Actualmente decorre o processo-crime que envolve o ex-gestor da AAA, Carlos São Vicente, o chamado “Caso 900 milhões de dólares”, e para seguir com os procedimentos legais, Manuel Vicente, o antigo vice-presidente da República, foi ouvido, como declarante, pela Procuradoria-Geral da República(PGR).


Nesta quarta porta-voz da Procuradoria-Geral da República (PGR), Álvaro João, afirmou trata-se de um acto normal, em declarações à Rádio Nacional de Angola.

Ademais, ressaltou que Manuel Vicente foi notificado a prestar declarações no processo do arguido Carlos São Vicente.

“Foi ouvido ontem na Assembleia Nacional e só volta a ser chamado se houver alguma necessidade”, adiantou.

Álvaro João esclareceu que o actual deputado, Manuel Vicente, foi ouvido por, na altura, presidir a Sonangol.

Acrescentando que o processo segue em instrução sendo por isso que foi realizada esta diligência.

A audição decorreu na Assembleia Nacional, o que, segundo Álvaro João, é uma prerrogativa legal.

Esta que permite que determinadas entidades, quando notificadas a prestarem declarações, escolham o lugar e a hora em que pretendem ser ouvidas.

O antigo presidente do Conselho de Administração da Seguradora AAA, Carlos São Vicente, está detido desde Setembro, em Luanda.

O empresário responde por suspeitas de corrupção, peculato e branqueamento de capitais.

Carlos São Vicente está também a ser investigado na Suíça por suspeita de branqueamento de capitais.

No âmbito do processo em causa, o Serviço Nacional de Recuperação de Activos da Procuradoria-Geral da República (PGR) apreendeu os edifícios AAA, os hotéis IU e IKA, localizados em todo o território nacional, e o edifício IRCA, na Rua Amílcar Cabral, em Luanda.

A lista de bens e activos apreendidos incluiu ainda a participação social minoritária de 49 por cento da AAA Activos no Standard Bank Angola, onde o empresário era administrador não executivo, da mulher, Irene Neto, bem como o congelamento de contas bancárias de ambos.

Segundo o despacho que determinou a prisão preventiva do empresário, ele teria levado a cabo “um esquema ilegal”.

Esquema esse que lesou a petrolífera estatal Sonangol em mais de 900 milhões de Dólares americanos.

Caso 900 milhões de dólares: Manuel Vicente presta declarações no entanto

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