Cinema angolano em festival canadiano

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Angola participa, até ao dia 13, no III Festival de Cinema de Língua Portuguesa, que está a ser promovido na cidade Otava, Canadá, em colaboração com as embaixadas do Brasil, Portugal e Moçambique, e com uma parceria do Instituto Canadiano do Cinema.

A abertura da iniciativa, promovida em alusão ao Dia da Língua Portuguesa e da Cultura Lusófona, celebrado a 5 deste mês, ficou marcada pela exibição do filme “Amália”, do realizador português Carlos Coelho da Silva.
Angola participa no festival, a decorrer no auditório da Livraria e Arquivo Nacional do Canadá, sob o lema “Cor e Acção”, com “I Love Kuduro”, de Mário Patrocínio, que é exibido novamente no último dia da iniciativa.
No acto de abertura, o embaixador de Angola no Canadá, Agostinho Tavares, destacou a importância do português no mundo e o número crescente de falantes, que se estima sejam agora de 245 milhões de pessoas em todo o mundo.
Agostinho Tavares destacou, ainda, que apesar das diferenças sociais, políticas e económicas que existem entre os Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) as afinidades que os une vão muito além da língua comum e são fruto de uma herança histórica muito rica.
Quanto à efeméride, o embaixador adiantou que deve ser um compromisso dos membros da CPLP promover e difundir a língua e a cultura dos países lusófonos.
O embaixador de Portugal, José Fernandes Moreira Cunha, realçou, na sua intervenção, a riqueza e a importância da língua portuguesa no contexto actual. O diplomata explicou que a missão e o papel desempenhado pela CPLP tem sido um fórum preferencial para a resolução de conflitos.
Por sua vez, o embaixador brasileiro, Pedro Fernando Bretas Bastos, destacou o uso do português no seu país que, com os seus 200 milhões de habitantes, é residência para mais de 80 por cento dos falantes deste idioma.
Para evidenciar a importância que o seu país confere à comunidade dos países lusófonos, salientou que para um cidadão de um Estado membro da CPLP adquirir a nacionalidade brasileira basta ter uma conduta aceitável e residir naquele território durante um ano.
Na sessão inaugural, que decorre num recinto com capacidade para 300 pessoas, a sala esteve completamente lotada. Além dos filmes de Portugal e Angola, vão ser exibidos o filme “Vai que dá Certo”, do Brasil, e “Virgem Margarida”, de Moçambique. No final do festival, os organizadores vão sortear, com o apoio da agência Ibéria, um bilhete de passagem que possibilita ao vencedor viajar para um dos países da CPLP

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