Clara Monteiro lança CD de originais

0

Clara Monteiro, uma das vozes femininas de referência em Angola, apresenta sábado, a partir das 8h00, na Praça da Independência, e domingo, na Loja Made in Angola, no Kilamba, em Luanda, o seu quarto disco intitulado “Loanda”.
O disco tem 13 temas interpretados em vários géneros musicais, com destaque para o semba e kizomba e foi produzido em Angola, embora algumas canções tenham sido gravadas em Portugal, França e Cabo Verde.
“Loanda” é uma homenagem às grandes transformações que a capital tem registado. “É uma forma poética de prestar tributo à cidade de Luanda, desde os tempos de Paulo Dias de Novais até aos actuais”, disse Clara Monteiro.
A autora de “Zito Monami”, que é apresentado neste disco em remix, disse que o álbum tem a participação de Puto Português e Voto Gonçalves. “Espero que os meus fãs comprem o disco, como forma de demonstração de amor e carinho por mim e pela cidade de Luanda”, realçou.
As letras são interpretadas em várias línguas nacionais, como quimbundo, umbundo e quicongo. “É um disco muito diversificado, onde procuro unir duas gerações de artistas, de maneira a torná-lo um disco mais abrangente”, explicou. Sete anos depois de ter apresentado o seu último disco, a cantora está satisfeita com a participação feminina no desenvolvimento da música angolana. “O surgimento de novas cantoras tem permitido mostrar o potencial das vozes femininas no mercado”, realçou. O disco inclui temas como “Kassinda”, “Beija beija”, “Entrudo do Carnaval”, “Recado do pai da Nação”, “Kizomba Angover” e “Loanda”, que dá título ao álbum. “Transmito mensagens de amor e aspectos representativos da cultura angolana, assim como a preservação dos valores cívicos e morais”.
“Tenho poucas cópias feitas, numa primeira fase, por isso não sei se me vai ser possível também comercializar o disco, para já, nas outras províncias”, lamentou.
Clara Monteiro nasceu na Maianga, em Luanda. Convidada pelo Ministério da Cultura, ainda nos anos 80, a integra a orquestra Inter Palanca, de Matadi Mário, numa temporada de concertos na Nigéria, estes espectáculos foram a sua primeira apresentação no estrangeiro, onde interpretou os sucessos “Neto poeta” e “Alô Benguela”.
Em 1986, Clara Monteiro deixa a orquestra 1º de Maio, para enveredar por uma carreira a solo e grava, em 1989, o primeiro álbum de originais, “Alô Benguela”, com as canções “Esmola”, “Kunene”, “Ser ingénua”, “Ovava”, “Volta”, e regrava o clássico “Zito Monami”.
Seguiram-se o álbum “Luta e amor” (97) e “Walalipo Angola” (2005). Pintora, compositora, intérprete e historiadora, Clara Monteiro é uma figura de relevo na história da Música Urbana e Popular Angolana.

Comenta Agora!