Concerto de Jazz faz vibrar Luanda

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A forte chuva que caiu em Luanda na quarta-feira à noite não impediu os amantes de jazz de festejarem, com pompa e circunstância, o Dia Internacional do Jazz, assinalado pela primeira vez no país com um espectáculo promovido pelo Ministério da Cultura.

Tony Jackson, uma das grandes referências do jazz em Angola, foi o primeiro a subir ao palco da Sala Angola I do Hotel Epic Sana, para interpretar um tema do comediante, dançarino, argumentista, realizador e músico britânico Charles Champlin, um dos actores mais famosos da era do cinema mudo.
Tony Jackson, que foi acompanhado pelo teclista Terinho Mumbanda, disse, durante a sua actuação, que o seu maior sonho é criar uma escola de jazz em Angola, para ajudar a expandir este género musical, criar mais admiradores no país e permitir que ele se oiça com regularidade.
A actuação de Tony Jackson foi sucedida pela exibição da Banda Afro Beat, que arrancou muitos aplausos ao público, quando a sua vocalista, Anabela Aya, interpretou “Malaika”, uma das conhecidas canções da sul-africana Miriam Makeba.
A excelente interpretação de “Malaika” permitiu aos presentes recordarem aquela que, em África, foi uma das grandes figuras da música, activista pelos direitos humanos e lutadora anti-apartheid na sua terra natal: Miriam Makeba, também conhecida como “Mama África”. A banda, que é formada por Mário Grarnacho (teclado), Anabela Aya (voz), Gary Sinedima (voz), Fredy Mwankie (baixo eléctrico) e Joel Pedro (bateria), interpretou, também, outros sucessos internacionais.
O saxofonista Nanutu Fendes foi o último a subir ao palco, com a nobre responsabilidade de encerrar o espectáculo.
No final do espectáculo, o secretário de Estado para a Cultura, Cornélio Caley, disse à imprensa que o jazz, cuja génese está nos escravos, é hoje o género musical mais espalhado pelo mundo. O crítico de jazz Jerónimo Belo disse, também à margem da actividade, que apesar da melhoria, ainda há muito a ser feito para este estilo atingir o patamar desejável. “É preciso que se melhore o ensino do Jazz mediante a promoção e criação de escolas de músicas”, defendeu.
O Dia Internacional do Jazz foi instituído em 2011 pela UNESCO, que considera este género musical histórico capaz de fomentar e incentivar o diálogo e o entendimento entre as culturas, e de unir pessoas e povos de todos os cantos do planeta.

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