Uma molécula originária de uma erva asiática demonstrou eficácia para impedir o contágio de ratos pelo vírus ébola, abrindo a porta para um potencial tratamento em humanos da doença letal, revelou um estudo publicado nos Estados Unidos.

O Instituto de Pesquisas Biomédicas do Texas descobriu que a tetrandrina, uma molécula de origem vegetal, protege os ratos da doença sem provocar e­feitos colaterais importantes.
A tetrandrina foi eficaz e bem tolerada nestes roedores em pequenas doses, afirmam os pesquisadores. “Quando testamos esta molécula nos ratos, ela impediu a reprodução do vírus e permitiu salvar a maioria do ébola”, comentou Rovert Davey, um dos autores da pesquisa, publicada na revista especializada “Science”. Esta molécula mostrou capacidade de bloquear o vírus ébola para entrar nas células do organismo, pondo fim à infecção, acrescentou o especialista. Davey garante estar “prudentemente optimista” e disse que “a próxima etapa da pesquisa é provar, ao mesmo tempo, a segurança e a eficácia desta molécula contra o ébola em macacos”.
A epidemia, de proporções sem precedentes, causou 9.177 mortos de 23.000 casos registados desde o início de 2014, a maioria na Libéria, Serra Leoa e Guiné Conacri, segundo a mais recente informação da OMS.  Actualmente, não há tratamento, mas vacinas experimentais tiveram resultados promissores em alguns pacientes.

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