Desafios dos governos africanos para o século XXI: a análise de Ariel Pinto
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Desafios dos governos africanos para o século XXI: a análise de Ariel Pinto

O continente é rico em recursos naturais e diversidade cultural e humana. Mas de facto, pobre em desenvolvimento humano. Deste modo, os governos dos seus países têm desafios a dobrar em relação a continentes mais desenvolvidos, em pleno século de avanços nas várias áreas como ciência e tecnologia.

Parece-nos, por isso, evidente, que entre os mais importantes desafios colocados aos governos africanos no século XXI, estão:

  1. Consolidar a legitimidade interna e cooperar activamente na construção do Estado-Nação (nation-building);
  2. Reduzir a pobreza e a exclusão social;
  3. Garantir a segurança e promover a confiança;
  4. Equilibrar os custos e os benefícios da transformação para um desenvolvimento inclusivo e da integração nas áreas social, política, económica e institucional.

Para enfrentar estes desafios, parece imprescindível:

  • . Melhor prevenção e gestão de conflitos;
  • . Governação democrática e gestão transparente;
  • . Tolerância para a diversidade política e cultural;
  • . Respeito pelos direitos humanos;
  • . Promoção do papel da mulher em todas as actividades;
  • . Economias de mercado socialmente orientadas e responsáveis;
  • . Legislação e instituições adequadas a um desenvolvimento de rosto humano;
  • . Governabilidade e transparência, incluindo, códigos de conduta e declarações de património para os dirigentes a nível central, regional e local; fortalecimento dos serviços de inspecção; desempenho efectivo, com independência dos poderes políticos, da Alta Autoridade contra a corrupção, dos vários Tribunais e dos Comissários para a fiscalização dos direitos humanos.

Para concluir, parece-nos importante sublinhar que África deve encarar o futuro com determinação.

Isso sem deixar, contudo, de estar consciente dos desafios gigantescos que a esperam no contexto da NEPAD.

Bem como dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável e das transformações causadas pelo fenómeno da globalização.

Face à sua história recente ligada à memória das lutas pela libertação, aos conflitos constantes e às reconciliações fracassadas e às distorções estruturais existentes na economia e na sociedade, o modelo a seguir na área social deve ser o do respeito pelos direitos humanos, pela diversidade, pelos valores, pelos princípios e pelas diferentes culturas e religiões.

O modelo de desenvolvimento deve ter por base uma economia de mercado com forte componente social.

Sendo o poder público o garante da liberdade, da solidariedade e do interesse nacional e regional.

Tudo isso, ao serviço da construção de uma sociedade solidária para com os mais pobres, desprotegidos e excluídos.

A inclusão social e, necessariamente, a económica, deve ter o apoio e o contributo dos agentes políticos, dos empresários, dos investidores e das organizações cívicas.

E esta deve favorecer deliberadamente quem mais precisa.

O futuro do nosso Continente, constrói-se todos os dias.

E é, por isso, fundamental que os povos africanos sintam que podem ter, por um lado, confiança no Estado e nas suas instituições.

E, por outro, esperança numa melhoria significativa das condições de vida.

Desafios dos governos africanos para o século XXI: a análise de Ariel Pinto
Por: Ariel Pinto(estudante de direito e analista)
Desafios dos governos africanos para o século XXI: a análise de Ariel Pinto no entanto

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