Escola islâmica proíbe raparigas de correr para não perderem virgindade

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As autoridades da Austrália deram, esta quinta-feira, início a um inquérito sobre uma escola islâmica que terá proibido as raparigas de participarem em corridas por recearem que “percam a virgindade”.

Um antigo professor da escola Al-Taqwa de Melbourne escreveu, esta semana, ao Governo federal e do estado de Victoria para acusar o diretor, Omar Hallak, de acreditar “que se as mulheres correrem excessivamente podem perder a virgindade”, noticiou o jornal” The Age”.

“O diretor pensa existirem provas científicas que demonstram que se as raparigas ficarem feridas, por exemplo, se partirem uma perna a jogar futebol, podem ficar estéreis”, indicou.

O jornal publicou também uma carta dirigida ao diretor a criticar, numa aparente referência à equipa de corrida de fundo da escola, a proibição imposta, em 2013 e no ano passado, de participação das alunas da primária nestas competições.

Esta não é a primeira vez que Omar Hallak domina a capa dos jornais. No mês passado, disse ao “The Age” ter pedido aos alunos para não se juntarem ao movimento extremista Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria porque o grupo faz parte de uma conspiração dos Estados Unidos e Israel para dominar os recursos petrolíferos no Médio Oriente.

Os combatentes do EI “são equipados e treinados” pelos Estados Unidos e Israel, declarou ao jornal.

“A prova é que todos os equipamentos dos jiadistas são novos (…) não pensamos que tenham sido muçulmanos a criar o EI. Matar inocentes não é islâmico”, disse Hallak.

Em setembro, a Austrália elevou o nível de alerta terrorista, na sequência da partida de mais de 100 cidadãos australianos para o Iraque e Síria para combater nas fileiras do EI.


Fonte:JN

 

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