Generais "Dino" e "Kopelipa" foram constituídos arguidos pela PGR
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Generais “Dino” e “Kopelipa” foram constituídos arguidos pela PGR

No âmbito do processo CIF(China Internacional Fund) dentro do plano de combate à corrupção do estado angolano, os Generais “Dino” e “Kopelipa” foram constituídos arguidos pela Procuradoria Geral da República nesta quarta-feira, 30 de setembro.

▲”Dino” e “Kopelipa” pertenciam ao círculo mais restrito de José Eduardo dos Santos

Os generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior, “Kopelipa”, e Leopoldino Fragoso do Nascimento, “Dino”, foram dois homens-chave de José Eduardo dos Santos.

Os antigos chefes da Casa Militar e da Casa de Segurança do ex-Presidente da República angolano são visados no processo que investiga os negócios do CIF.

Na semana passada foram notificados para serem ouvidos no dia 30.

E no mesmo dia foram constituídos arguidos.

Ainda não há informações acerca de que crimes os dois generais são suspeitos.

No entanto, Hélder Pitta Gróz tinha adiantado que estava sob investigação “a actividade da CIF” no plano nacional de luta anti-corrupção.

No âmbito da investigação, em fevereiro foram apreendidos mais de mil imóveis inacabados na Zango Zero (urbanização Vida Pacífica).

Bem como na centralidade do Kilamba Kiaxi e outras duas torres gigantes de um laranja-dourado localizadas no centro de Luanda.

Segundo o Serviço Nacional de Recuperação de Ativos, tinham sido construídos com fundos públicos que estavam na posse do CIF.

Este(CIF) que é definido como um “obscuro consórcio sediado em Hong Kong”.

Cujas verbas eram, alegadamente, geridas a “partir de um misterioso Gabinete de Reconstrução Nacional [GRN] dirigido pelo general Kopelipa”

Na altura da apreensão dos imóveis, os generais negaram ao Expresso ter qualquer ligação ao consórcio chinês.

Os antigos homens-chave de José Eduardo dos Santos alegaram ser alvos de perseguição.

Os dois afirmaram ao semanário português que os edifícios arrestados eram então propriedade do CIF Limited Hong Kong.

Grupo associado à Sonangol e à Endiama.

Recorde-se que como ministro de Estado, que também era, o general de 4 estrelas Kopelipa poderia ter pedido imunidade, quando deixou o poder.

Porém, optou por não o fazer, pelo que agora não está a salvo de ser alvo de processos judiciais.

Generais “Dino” e “Kopelipa” foram constituídos arguidos pela PGR no entanto

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