Celebridades

Mulher de Schumacher quer transformar a casa em hospital para receber o piloto

       Corinna Schumacher, mulher do heptacampeão mundial de F1, quer transformar a mansão do casal em um hospital. A afirmação foi do jornal britânico The Sun. De acordo com a publicação, a mulher de Michael está transformando a casa deles em um hospital, para onde ele pudesse ser levado.

       Ainda de acordo com o tabloide, Corinna gastaria cerca de R$ 37 milhões para adquirir os mais modernos equipamentos que mantém Schumi vivo para levá-lo para a residência, em Lake Geneva, na Suíça. Uma fonte próxima à família informou ao jornal que o piloto dificilmente voltará a acordar.

   — Os médicos foram diretos com Corinna. Cada vez mais parece que qualquer reversão do coma será parcial e, o que é mais provável, que ele ficará em estado vegetativo permanente pelo resto de sua vida.

     Depois de dizer que os fãs de Michael Schumacher podem estar diante de uma oportunidade de “se despedir dele”, o ex-médico da Fórmula 1 Gary Hartstein voltou a falar da situação do heptacampeão mundial em seu blog. Ao comentar os procedimentos médicos adotados minutos após o acidente, o profissional fez uma revelação que mostra o quão é complicado o quadro clínico do alemão:

 

“— Era uma situação na qual a pressão intracraniana estava tão alta que o cérebro estava literalmente sendo espremido na caixa craniana”.

 

Gary, que atendeu Felipe Massa no grave acidente sofrido pelo brasileiro no GP da Hungria de 2009 , voltou ao assunto porque seu texto anterior sobre Schumacher provocou polêmica e também continha críticas ao modo como Schumacher foi socorrido ao sofrer o acidente de esqui:

 

“— Não critiquei ninguém especificamente, até porque a medicina pré-hospitalar é difícil mesmo com as melhores condições . O que eu critiquei foi um sistema que leva pacientes com lesões na cabeça para um hospital não especialistas em neurologia sem nenhuma razão para isso . Critico um sistema que permite uma incapacidade de controlar adequadamente um paciente agitado antes do voo, bem como os atrasos no controle adequado das vias aéreas, que indicam provável formação insuficiente, protocolos não necessariamente cumpridos e talvez pouca experiência em circunstâncias difíceis”.

 

Chamado de Dr. Fórmula 1, Gary Hartstein foi médico-chefe da categoria de 2005 a 2012. A convivência com Schumacher neste período o fez publicar um texto emocionado e sincero em seu blog no dia 24 de março:

— Sempre soube que Michael era adorado. Passei anos em circuitos tomados pela cor vermelha de bonés, bandeiras e camisetas da Ferrari. Ainda estou sensibilizado pela persistência do amor de seus fãs para ele. Percebi que a falta de atualizações no quadro clínico também pode ser uma oportunidade para começarmos a nos despedir dele. De alguma forma, acho que os fãs vão ficar bem, porque eles estão tendo tempo para processar tudo isso.

Michael Schumacher já perdeu 25% de seu peso e, segundo reportagem publicada pelo Daily Mail, o aumento gradativo desta perda esta a deixar os especialistas preocupados.

 

O doutor Curt Diehm, professor do Hospital Karlsbad, da Alemanha, explicou os motivos de sua preocupação.

 

— Enquanto a perda de peso em pacientes em coma é normal, 20 quilos é muito para pessoas com pesos normais do corpo. Deve-se assumir que os seus músculos se degradaram consideravelmente devido à imobilidade.

 

Heptacampeão mundial de Fórmula 1, Schumacher mede 1,74 m e, antes do acidente, pesava 75 kg – o que significava um IMC (índice de massa corporal) de 24,8, considerado dentro do ideal. Neste momento, caso esteja mesmo com 55 kg, o IMC do esportista é de 18,2, abaixo do ideal.

Nem tudo é ruim para o alemão, no entanto. De acordo com o jornalista Pino Allevi, do jornal italiano La Gazzetta dello Sport, Schumi tem pequenas reações inconscientes ao escutar os sussurros diários da mulher Corinna  e dos filhos Mick e Gina Maria. Segundo o jornal, apesar de não acordar, o hepatcampeão mundial muda a expressão do rosto e faz até pequenos movimentos nos braços ao escutar vozes a seu lado. Sua porta-voz, Sabine Kehn, no entanto, garante que qualquer tipo de informação que não venha da boca dos médicos do hospital é falsa.

 

 

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