Tomás Faria Presidente do Petro de Luanda apoia denúncia de Mosquito

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As bocas de Horácio Mosquito caíram bem em Tomás Faria. Melhor, o presidente do Petro de Luanda, que corroborou, ontem, em Luanda, sem hesitar,  a atitude do seu homólogo do Clube Recreativo da Caála, que denunciou há dias, em conferência de imprensa, a existência de corrupção no futebol nacional.

“O meu colega Mosquito apenas quer o bem para o nosso futebol, por isso eu aprovo e apoio todas as suas declarações”, subscreveu.O conteúdo da conferência de imprensa de Horácio Mosquito deveria ser melhor aproveitado, de acordo com Tomás Faria. O presidente tricolor mostrou-se desiludido por notar que há uma clara tendência de dar um outro rótulo as palavras do dirigente máximo do Caála.

“As pessoas estão mais interessadas em aproveitar certas declarações que ele (Horácio Mosquito) fez e não estão a olhar para o essencial do que ele disse”, garantiu.

A mão visível vista por todos tem de desaparecer dos estádios nacionais, assegurou Tomás Faria. O dirigente quer que seja o mérito a determinar quem deve ganhar os jogos e as competições. “O meu colega falou na defesa do futebol, então temos de apoiá-lo senão vão continuar a ganhar sempre aqueles que não permitem o crescimento do futebol nacional, queremos que ganhem aqueles que suam e trabalham”, sublinhou.

A atitude parcial dos árbitros está a ser decisiva para atrasar o futebol nacional, as coisas podem ficar feias se ninguém colocar um travão no que está a acontecer, avisou o presidente tricolor. “O nosso futebol não vai crescer se não houver verdade desportiva, eu não quero criar mais polémica, mas gostaria de dizer que nós precisamos, para bem do futebol, ajudar a minimizar ou até mesmo acabar com o que tem acontecido nos nossos campos”, enfatizou.

TOMÁS FARIA
“Precisamos de mais verdade desportiva”

A maneira fácil como algumas equipas conseguem os seus intentos nas competições internas (Girabola, Taça de Angola e Supertaça) acaba por ser prejudicial para as aspirações da Selecção Nacional de futebol de honras. A convicção é do presidente do Petro de Luanda, Tomás Faria, em conferência de imprensa, que visou apresentar o único reforço da equipa para a segunda volta do campeonato – Jiresse.

O dirigente tricolor mostra-se convicto de que os Palancas Negras se beneficia muito pouco com as constantes suspeitas de corrupção no futebol nacional.

“Precisamos de mais verdade desportiva no nosso futebol, todos nós temos de defender a verdade se queremos fazer parte dos melhores de África”, garantiu.

O presidente Tomás Faria considera normal que os árbitros errem, mas ele não tem dúvidas em clarificar o que tem acontecido no futebol nacional.

“Eu defendo a verdade desportiva, eu acredito que há falhas que acontecem, mas as coisas que temos visto vão para além das simples falhas ou erros cometidos por seres humanos”, argumentou.A denúncia tem de vir de todos os lados, algumas delas podem causar mal-estar, como aconteceu com as declarações de Horácio Mosquito, mas Tomás Faria quer que todos dêem contributos capazes de trazer de volta a verdade desportiva ao futebol angolano.

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